Acabo de assistir ao documentário Metal – A Headbanger's Journey, um alucinante e informativo mergulho no mundo do heavy metal idealizado e concretizado pelo antropólogo canadense Sam Dunn (baixe aqui), e confesso que me senti compelido a escrever esse comentário musical. O tema? Adivinha!
O heavy metal, concordam vários especialistas no assunto (inclusive Sam), surgiu de uma transformação do rock’n’roll, estilo que envolve rock, punk, hard core e possui raízes blues e soul. Sua paternidade é controversa, visto que não se pode dizer ao certo qual o primeiro heavy metal da história. É no entanto quase consenso que o Black Sabbath, se não foi seu criador, foi quem configurou o estilo – ou seja, sem essa banda, não haveria o gênero.
Do final dos anos 1960, quando surgiu, até os dias de hoje, o barulho se dividiu em inúmeros subestilos, dentre os quais se destacam o glam metal, o thrash metal, o death metal (fodástico!), o doom metal e o black metal. Sua existência sempre foi cercada de lendas e fatos – estes, no mínimo, curiosos: quem nunca ouviu a clássica história da cabeça do morcego arrancada a dentadas pelo Ozzy, em pleno show, ou a entrada do Manowar para o Guiness como a banda mais barulhenta do mundo, ou a missa negra do LP do Venom, quando rodado ao contrário.
Histórias à parte, o fato é que o heavy metal se configura em um estilo musical bastante rentável e muito popular hoje em dia. Bandas como Iron Maiden, Megadeth, Metallica, Sepultura, Motörhead e AC DC, só para citar algumas, possuem um público tão grande quanto algumas bandas pop consagradas.
No mais, deixo-vos, pacientes leitores, com uma das músicas mais emblemáticas e estranhas do heavy metal, considerada por muitos o início de tudo: Black Sabbath, tocada pelo Black Sabbath.